Com o início dos empréstimos do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe)

1Com o início dos empréstimos do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), aumentou o número de pequenos negócios que tentaram obter crédito bancários durante a pandemia do novo coronavírus. A taxa de aprovação desses pedidos de financiamento, contudo, ainda é baixa, segundo o Sebrae.

2Pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a FGV explica que, ao longo do mês passado, subiu de 39% para 46% o percentual de micro e pequenas empresas que procuraram um financiamento bancário durante a pandemia. No início da quarentena, essa proporção era de apenas 30%.

3Com essa alta da demanda e o Pronampe, a taxa de aceitação dos empréstimos também subiu. Porém, em um ritmo aquém do esperado, segundo o Sebrae, de 16% para apenas 18%.

4Também é grande, contudo, o número de empresas que não foram informadas pelos bancos do motivo dessa recusa (14%) e das empresas que ainda sofrem com falta de garantias ou avalistas (10%). Afinal, o Pronampe ainda não chegou a todos os bancos.

5Entre as instituições privadas, só o Itaú ofereceu os empréstimos do Pronampe a seus clientes. Já nos bancos públicos, os recursos do programa estão acabando rápido, o que faz com que muitas empresas tenham que procurar as linhas tradicionais de financiamento, sem as garantias do Tesouro.

Restaurante fechado
Atingido em cheio pela crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, o setor de alimentação fora do lar começa a contabilizar as perdas definitivas após meses de isolamento social. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará calcula que cerca de 1,8 mil restaurantes em Fortaleza – 30% do total de 6 mil estabelecimentos do ramo em atividade – não devem mais conseguir abrir as portas após a reabertura da economia no estado.

Não-essenciais
Os serviços não-essenciais ficaram suspensos ou funcionando parcialmente desde março, quando um decreto do Governo do Estado determinou o fechamento desses serviços. Restaurantes, por exemplo, só puderam atender por entrega em domicílio. Os estabelecimentos esperavam que na Fase 3 do Plano de Retomada Responsável das Atividades Econômicas e Comportamentais no Estado os restaurantes fossem liberados para o funcionamento noturno, o que não aconteceu. Caso os empreendimentos sigam fechados, na avaliação da Abrasel-CE, “o setor pode quebrar pela metade”, com 50% dos empreendimentos fechando definitivamente.

Recomposição
Atualmente os restaurantes de Fortaleza podem funcionar com horário restrito (das 11 às 16 horas) e seguindo um protocolo de segurança, como a disponibilidade de álcool em gel para os clientes. Os restaurantes que reabriram apresentam um faturamento de apenas 30%, o que não possibilita a recomposição das perdas sofridas durante a pandemia, conforme a Abrasel.

Saída da crise
Um dos setores mais prejudicado pela pandemia do novo coronavírus é o empresarial. A reestruturação empresarial por meio de processo de recuperação judicial tem sido adotada com sucesso em muitos casos, como forma de reorganização financeira e estrutural dos negócios. Para o advogado empresarial Rafael Abreu, do escritório Almeida Abreu Advocacia, saber o momento certo de tomada de decisão é o segredo do sucesso desse tipo de processo, pois quanto mais rápido forem implementadas medidas administrativas e judiciais para reequilibrar as dívidas e defender o fluxo de caixa, sem, contudo, prejudicar o dia a dia da empresa, maiores serão as chances de reerguimento.

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