E agora? O dinheiro do Pronampe praticamente acabou e a linha de crédito deu conta de salvar apenas uma pequena parcela de micro e pequenos empresários

1 E agora? O dinheiro do Pronampe praticamente acabou e a linha de crédito deu conta de salvar apenas uma pequena parcela de micro e pequenos empresários. Em apenas um mês, instituições financeiras que aderiram ao programa já emprestaram mais de 90% dos recursos liberados pelo Governo Federal.

2Em pleno começo da retomada, com a reabertura do comércio, não ter dinheiro em caixa pode ser o estopim para que uma crise econômica ainda mais grave atinja o País.

3De acordo com o Sebrae, as micro e pequenas empresas representam mais de 30% do PIB nacional e são responsáveis por mais da metade dos empregos formais no país, concentrados principalmente nas atividades de Comércio e de Serviços. Somente de 2006 a 2019, elas foram responsáveis pela criação de cerca de 13,5 milhões de vagas de trabalho. Perder uma parcela tão significativa para a economia é um risco que nenhum país em desenvolvimento pode se dar ao luxo.

4O quase esgotamento dos recursos do Pronampe mostra, na prática, como essas empresas têm urgência de socorro. Elas precisam do dinheiro hoje, pois pode não haver um amanhã. Se o excesso de burocracia exigido pelos bancos na concessão de crédito era antes o problema, hoje não há rapidez no processo que possa salvar as empresas se o Governo Federal não der mais incentivo financeiro ao programa.

5A dificuldade de acesso ao crédito é fatal neste segmento. Uma pesquisa recente do Sebrae mostrou que dos empresários que fecharam as portas durante a crise, 43% disseram que o que mais teria ajudado a evitar essa situação seria apoio financeiro do Governo, e 18% citaram um empréstimo bancário.

Nova linha de crédito
O Conselho Monetário Nacional decidiu que ao menos 80% dos recursos do Programa de Capital de Giro para Preservação de Empresas serão direcionados a pequenas empresas. A linha de crédito emergencial foi criada na semana passada por meio de medida provisória e é um dos mecanismos anunciados para combater os efeitos da pandemia. De acordo com informações do Banco Central, os recursos terão como principal foco empresas com receita bruta anual de até R$ 100 milhões.

Pequeno empresário
As pequenas empresas do comércio são as que mais sofreram com a crise provocada pela pandemia de coronavírus. E o pior: o ritmo de recuperação tem sido fraco. Os dados estão em estudo inédito da FGV e o levantamento mostra o seguinte em relação ao empresário de pequeno porte: O índice de confiança é o mais baixo; A recuperação da demanda é a mais fraca desde o início da crise; Há mais relatos de dificuldade para conseguir crédito; Quase 40% deles esperam a normalização da economia só em 2021.

Em home office
Um estudo realizada pela Faculdade de Economia e Administração da USP, em parceria com a Fundação Instituto de Administração, mostrou que 70% dos participantes gostariam de permanecer em home office mesmo quando voltarmos à normalidade pós-pandêmica.

Rotina
Mais da metade dos entrevistados (o estudo ouviu 1566 profissionais) não tinham a rotina de teletrabalho e, dentre os aspectos favoráveis, pesou a questão do deslocamento e o quanto o ambiente de trabalho em casa oferece boas condições de saúde e segurança.
Conversa
Nesta quinta-feira (23), às 15 horas,, via YouTube do IFCETV Tabuleiro do Norte, professores do Instituto Federal do Ceará e especialistas da Cimento Apodi participam da “Roda de Conversa: sustentabilidade em tempos de pandemia: desafios e oportunidades”, abordando quais são as estratégias que empresas e instituições vêm executando na área diante de um cenário tão grave.

Conversa II
Maurício Ferreira, gerente de Sustentabilidade, e Rosineide Matoso, coordenadora de Sustentabilidade, representam a Cimento Apodi na conversa; ao lado do diretor-geral do IFCE, campus Tabuleiro do Norte, professor Sildemberny Santos, e da socióloga e consultora de Responsabilidade Social, Cybelle Borges. A “Roda de Conversa” será transmitida no endereço https://www.youtube.com/watch?v=QUtyGiGlWaw .

Conversa III
Idealizada no ano de 2008, a Cimento Apodi é uma joint venture multinacional formada pela participação societária da família Dias Branco e do Grupo Titan, produtor de cimento e materiais de construção, que tem mais de 110 anos de experiência na área industrial, com sede na Grécia. Presente de forma estratégica no Norte e Nordeste do Brasil, a Cimento Apodi possui um parque industrial de 3 mil hectares de área em Quixeré, mesorregião do Vale do Jaguaribe, e uma moagem de processamento no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Juntas, as duas unidades têm capacidade para produzir mais de 2 milhões de toneladas de cimento ao ano.

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