A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, soma-se às dificuldades econômicas que resulta até hoje nas medidas para combater a disseminação da Covid-19. Com a necessidade do isolamento social, diversos comércios, empresas e outros serviços viram-se seus faturamentos despencar e notaram sua sobrevivência ameaçada. Entretanto, outros segmentos que oferecem produtos e serviços necessários que se encontraram ou encontram fechados durante esse período registram crescimento acelerado.
O atual cenário impacta diretamente na vida de 21,6 milhões de brasileiros que, pela fragilidade do mercado, estão desocupados ou desalentados. Sobreviver a essa realidade virou um desafio, e para muitos, a saída tem sido a criatividade. A taxa de pessoas que decidiu trabalhar por conta própria no primeiro trimestre deste ano atingiu um dos maiores índices dos últimos quatro anos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Um segmento que já vinha em ascensão e, de repente, foi catapultado a outro patamar é o de produtos e serviços. As pessoas estão crescendo e se consolidando com os seus próprios produtos. Essa ferramenta tem registrado evolução significativa de seus números. Sem poder sair de casa devido à pandemia, alguns cidadãos descobriram outros dotes e começaram a criar ou vender itens, saindo assim do aperto financeiro que o vírus trouxe para a população.
Criatividade
Essa foi a alternativa encontrada por Carmem Stela que, aos 58 anos, se define como microempreendedora, já que faz encomendas de sobremesas e vende os produtos produzidos por ela mesma. A nova ocupação surgiu no início da pandemia, unindo o útil ao agradável. “Já gostava de cozinhar, por amor mesmo. Ainda estou começando devagar, com divulgações nas redes sociais, prezo pelo bom atendimento, preço e qualidade, prestando toda essa excelência consigo trabalhar com paixão”, pontua Carmem.
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