Universidades e escolas adotam um novo método

Com a autorização do Governo do Estado para que alunos da Educação Infantil retornem às atividades presenciais e a expectativa para autorização dos demais segmentos de ensino, escolas de Fortaleza vêm trabalhando na adoção de medidas de segurança e investimentos em tecnologia. O objetivo é garantir a realização das aulas de maneira híbrida, cumprindo com as orientações de reabertura, que preveem percentual reduzido de alunos em sala e permitindo que as famílias escolham o modelo que mais se adequa à própria realidade.
As salas de aula do Colégio Darwin, por exemplo, foram acrescidas de apetrechos para que os conteúdos possam ser compartilhados, ao mesmo tempo, com os alunos em sala e os que estiverem em casa. E isso tudo foi associado a um manual de retorno foi desenvolvido sob a supervisão de uma médica infectologista e distribuído para a comunidade escolar, com detalhamento das medidas de prevenção, como higienização e distanciamento, necessárias na rotina presencial.
“A lista de novos equipamentos adquiridos para garantir as aulas de maneira síncrona para quem estiver em casa inclui computadores, microfones de lapela profissionais, para uso pelos professores, caixas de som, webcams, tripés e smartphones. A escola investiu ainda na troca do cabeamento de toda a infraestrutura de rede e na contratação de link dedicado, que permite mais velocidade e estabilidade no uso da Internet durante as aulas. O colégio também realizou adaptações estruturais com foco nos comportamentos preventivos, bem como treinamento dos profissionais para adaptação ao modelo híbrido”, explica o diretor do estabelecimento, Sávio Paz.
O gestor conta que os responsáveis pelos estudantes tem se mostrado, em sua maioria, felizes com o retorno e os protocolos seguidos por instituições que reabriram as portas nesta semana. “O retorno dos pais diante deste novo momento está sendo positivo. A proposta de modelo híbrido permite maior autonomia dos responsáveis em enviar ou não os filhos para escola”. Ademais, o educador reitera que os genitores têm a opção de manter suas crianças em casa durante o período, caso não se sintam seguros.
Faculdades
Tal qual os colégios, os estabelecimentos de ensino superior também precisaram migrar para as aulas remotas. No entanto, ainda não há confirmação de quando as universidades poderão seguir caminho similar ao que as escolas infantis traçam agora. Mas alunos dessas instituições dizem querer voltar à rotina presencial, mesmo que já tenham se adaptado ao novo modelo.
A estudante de arquitetura, Rayane Mota, por exemplo, diz que a transição inesperada entre sala de aula e quarto de casa foi difícil no começo. “A minha faculdade iniciou com o ensino remoto desde a segunda semana da quarentena, então já tenho bastante tempo nessa modalidade. No começo foi estranho, mas me adaptei rapidamente, o rendimento caiu um pouco nos primeiros dias, mas depois se manteve bem”, conta. O impacto pedagógico, no entanto, é inegável, segundo a futura arquiteta. Para ela, disciplinas mais práticas foram, sem dúvidas, as mais afetadas. “No curso de Arquitetura, com a feitura do projeto pessoalmente, o professor consegue analisar melhor erros e possíveis melhorias”.

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