Os professores e a pandemia

Apandemia provou a persistência e a vontade dos professores que investiram em si próprios para gerar aulas envolventes, dinâmicas e que gerem uma das grandes vitórias para esses que é o aprendizado. A discussão do momento é a volta às aulas , mas é uma situação difícil voltar às aulas em meio a uma doença que não tem cura e que pode matar. No meio de tudo, vêm opiniões ridículas de quem não conhece nem respeita os ambientes escolares.
Todos sabem como são as condições sanitárias das escolas? Alguém conhece o espírito rebelde de crianças e adolescentes? Alguém sabe o custo pessoal de uma criança receber ou transmitir o vírus? Querer comparar escola com shopping, praia ou praça é, no mínimo, falta de respeito ou, quem sabe, de caráter.
Por outro lado, o poder público e as escolas privadas parecem que não prezam seus educadores. O primeiro, para dar uma satisfação e o segundo, para adquirir mais lucro. Na realidade, há maneiras de corrigir a situação, tais como as redes de televisão e rádio, que poderiam transmitir aulas a distância com eficiência e completa eficácia dentro de uma lógica de planejamento e efetivação coerente de um projeto pedagógico emergencial.
Infelizmente, é mais fácil matar os professores e substituir na lógica da máquina de cana que mói e joga o bagaço fora. Essa insistência em aulas, gerada por palpiteiros que não entendem o que é escola, é oriunda do país que está se tornando paraíso de defensores do negacionismo e, principalmente, da lógica da maldade, que é antipopular e semeadora de maldades… Respeitem a escola, os alunos e professores. Sem vacina, não é possível haver aulas presenciais. Ou querem que eu desenhe?

FRANCISCO DJACYR
PROFESSOR

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