“Brasileiro não pode esquecer o 7 de setembro”, diz coronel

No Brasil, o feriado do Dia da Independência costuma ser rodeado por festas. Todavia, pandemia da covid-19 traz consigo incontáveis impactos econômicos, sanitários e, inclusive, culturais. Nesse último aspecto, as medidas de distanciamento ou até isolamento social, tão bradadas como necessárias por autoridades públicas, para mitigar os números de infectados e falecidos, impedem a realização de festejos e outras manifestações que já são de praxe serem comemoradas anualmente.
No entanto, mesmo sem a possibilidade de serem realizados os desfiles de 7 de setembro, o Coronel Luiz Benício, chefe da assessoria parlamentar do Exército no Ceará, reitera a importância da data. “A independência do país baliza a toda autonomia e liberdade que o povo merece para escrever a sua história”. Por conta disso, o oficial explica que “o 1822 [ano da declaração de independência] é um marco que nenhum brasileiro tem o direito de omitir ou olvidar”.
Além disso, o coronel reitera que as comemorações desse dia não são de cunho militar, somente, mas são, majoritariamente, civis. “É uma data cívico-militar, aliás, ela é mais cívica do que qualquer outra coisa. Então é uma data totalmente apolítica e apartidária. Mas deve ser, obrigatoriamente, uma celebração apaixonada”, destaca. “Querer politizar ou partidarizar esse dia é um ‘no sense’, ou seja, não tem sentido”, lamenta Luiz Benício.

Brava Gente
O Comandante Militar do Nordeste, General de Exército Marco Antônio Freire Gomes, em documento alusivo festividade veiculado hoje, assegura que a festa reflete a força dos cidadãos brasileiros. “Comemorar a independência é rememorar, também, as conquistas nacionais. É festejar a ‘Brava Gente Brasileira’. É enaltecer o país, o qual tem em seu povo e em sua cultura suas maiores riquezas. Assim, ano após ano, o 7 de setembro será sempre reverenciado numa incansável demonstração de amor incondicional à Nação Brasileira”.
“Em 2020 o Desfile Cívico Militar não ocorrerá como de costume, em decorrência da pandemia que assola a humanidade. Todavia, não podemos deixar de enaltecer nossa Data Magna e cultuar a História Brasileira, relembrando as lutas e celebrando a liberdade, paixão de todos os brasileiros”, endossa o General Freire Gomes.

Lamentos
A omissão dos desfiles públicos é motivo de lamento para pessoas apaixonadas pelo próprio país, como é caso da presidente da Liga da Nacional, no Ceará, Margarida Maria Borges de Carvalho. “Estou muito sentida, muito triste, pois será o primeiro ano sem a realização da solenidade do fogo simbólico da pátria. Então é um momento de silêncio”.
“E saber que nós estamos sofrendo, no Brasil e no mundo, com a pandemia. Vendo centenas e centenas de pessoas morrendo. E nós não poderíamos fazer nada além de compartilhar com o sentimento pelas pessoas que foram embora”, lamenta a presidente.

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