Depois de recuar em mais da metade em uma década, a fome voltou a se alastrar pelo Brasil

1 Depois de recuar em mais da metade em uma década, a fome voltou a se alastrar pelo Brasil. Em cinco anos, aumentou em cerca de 3 milhões o número de pessoas sem acesso regular à alimentação básica, chegando a, pelo menos, cerca de 10,3 milhões o contingente nesta situação. Os dados são do IBGE.

2O levantamento foi feito entre junho de 2017 e julho de 2018 e apontou piora na alimentação das famílias brasileiras. Entram na conta somente os moradores em domicílios permanentes, ou seja, estão excluídas do levantamento as pessoas em situação de rua, o que poderia aumentar ainda mais o rastro da fome pelo país.

3Além do aumento da população que passa fome no país, a pesquisa mostrou também que: O Brasil atingiu o menor patamar de pessoas com alimentação plena e regular; A fome é mais prevalente nas áreas rurais; Quase metade dos famintos vive na Região Nordeste do país.

4Metade das crianças com até 5 anos vive tem restrição no acesso à alimentação de qualidade; Mais da metade dos domicílios onde há fome são chefiados por mulheres; Quanto maior o número de moradores no domicílio, menor é o acesso à alimentação plena.

Ainda o arroz
O IBGE divulgou também levantamento que dimensiona a relevância do arroz na alimentação dos brasileiros quanto a qualidade alimentar. No geral, quanto mais restrito é o acesso pleno e regular a alimentos, maior a necessidade de consumo do cereal. Em média, a despesa mensal familiar com arroz foi de R$ 12,79 em 2018. Nos domicílios com acesso pleno e regular à alimentação, essa média caía para R$ 11,32, enquanto entre as famílias com algum tipo de insegurança alimentar essa média subia para R$ 15,35 – R$ 3,03 a mais que o desembolsado nos lares que contavam com alimentação de qualidade e em quantidade suficiente.
Mais que o arroz
Entre os três níveis de restrição alimentar, o maior gasto médio com arroz foi observado entre as famílias com insegurança alimentar moderada (R$ 15,79). Para o grupo com insegurança grave, que caracteriza a situação de fome, a média foi um pouco menor, de R$ 15,01.

E-commerce
De acordo com recente estudo, alguns fatores podem causar a desistência da compra online, são eles: frete ruim, com poucas opções de envio e valores abusivos (57%), falta de confiança na loja (40%) e prazo de entrega longo, fora da data prometida (39%).

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