Viveiro começa a ser construído em área do antigo Parque Adahil Barreto, em Fortaleza


A movimentação na área causou estranheza na população que vive no arredores da área. Sema explica que o viveiro terá uma produção anual de cerca de 50 mil espécies nativas. Viveiro começa a ser construído na área do antigo Parque Adahil Barreto
Kid Júnior
No último sábado (18), a Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema) iniciou as obras de um viveiro no Parque do Cocó, área onde fica do antigo Parque Adahil Barreto. Para a iniciativa foi necessário maquinário pesado e a retirada de 7 árvores da mata, o que causou surpresa na vizinhança. De acordo com a Sema, o projeto visa cumprir as diretrizes do Planejamento Plurianual 2020-2023.
O projeto faz parte do “Programa Ceará Mais Verde” e tem o objetivo de conservar e proteger a biodiversidade e os recursos naturais do Estado. O viveiro servirá “para produção de espécies nativas predominantemente de mangue e de mata de tabuleiro”, destaca a Sema. O órgão também frisa que tudo será feito respeitando a vegetação que ocorre no local.
O viveiro terá uma área de 2.241m² e estima-se uma produção anual de 50 mil espécies nativas, que irão contribuir para as ações de recuperação de áreas degradadas, reflorestamento e arborização. O local será composto de galpão, estufa, canteiros e composteira.
Sem aviso prévio
Sema confirmou a retirada de 7 árvores, mas informou que eram em sua maioria espécies exóticas
Kid Júnior
A população que vive próximo a área estranhou as ações sem aviso prévio, principalmente por se tratar de área de preservação. Marcilio Bizarria, arquiteto, foi uma dessas pessoas, que chegou até mesmo a ir ao local para saber o que estava acontecendo.
“Foram cortadas umas cinco ou seis árvores de médio ou grande porte, então se formou uma clareira no local. Então é o caso de querer saber os motivos disso, a quem de direito responder com responsabilidade”, aponta.
Em nota, a Sema confirmou a retirada de 7 árvores, mas informou que eram em sua maioria espécies exóticas, como coqueiros e mangueiras, e ressalta que “em uma Unidade de Conservação de Proteção Integral há a determinação legal de manejo das espécies exóticas e/ou invasoras, bem como a proibição de introdução desse tipo de espécie”.
De acordo com a pasta, a área escolhida foi em um parque por ser uma área pública e possível de cumprir os objetivos de criação do mesmo, que é a educação ambiental e a exploração de pesquisa científica.
O projeto é realizado através de uma parceria entre Prefeitura de Fortaleza e Governo do Ceará.

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