Foi-se oi tempo em que as coligações políticas dependiam do quanto era cobrado por dirigentes partidários e, principalmente, pelos donos de “currais eleitorais”. Com mudanças nos costumes, notadamente agora que o novo coronavírus se encarregou de acabar com comícios e convenções partidárias, a mais valiosa moeda para uma aliança vitoriosa passou a ser o tempo de cada partido para a propaganda gratuita determinada pelo TSE. Tomando como exemplo a sucessão em Fortaleza, destaque-se o caso do pré-candidato Capitão Wagner, bem nas pesquisas, cujo partido, o Pros, dispõe de apenas 2,28 minutos de rádio e de TV, o que o obriga a batalhar por aliados para melhorar sua visualização. O PDT, com os seus 5.08 minutos, também terá de se desdobrar para evitar que Wagner amplie suas alianças, como também para que Luizianne Lins não seja confirmada candidata, atraindo partidos ainda não comprometidos com Wagner, ou com o nome que o PDT vier a indicar. De qualquer forma, como adverte o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, esvaziaram-se os “currais eleitorais”, mas permanecem os donos de partidos dispostos a levar vantagem nessa nova situação.
Preparado e otimista. Candidato preferido dos vereadores, o deputado Salmito Filho está otimista, acreditando que poderá ser o nome do PDT para a sucessão do prefeito Roberto Cláudio. Confiante, tem conversado diariamente com lideranças de bairros preparando-se para o que der e vier. Na última eleição para a Assembleia Legislativa, ele foi o candidato mais votado do PDT em Fortaleza. É considerado o melhor nome do partido para a disputa.
PSDB retira candidatura. O PSDB reúne-se, hoje à tarde para declarar apoio ao candidato do PDT à sucessão municipal. Tasso Jereissati puxou o tapete do ex-deputado Carlos Matos, sem a mínima consideração, desrespeitando o pré-candidato do seu partido. Desde que ele se saia bem, o resto que se lixe.
Trocando figurinhas. A vontade pessoal de Tasso Jereissati, imposta a correligionários, não contará com os deputados Roberto Pessoa e Danilo Forte. Ambos vão apoiar o Capitão Wagner, como era também o desejo do senador antes de trocar “figurinhas” com Cid Gomes.
Testemunha. Adriano Bento, suplente de vereador citado no áudio do vereador Maninho Palhano, diz que não há a menor dúvida. A outra voz na gravação é do deputado Bruno Gonçalves. Trabalhou no gabinete do deputado e diz que a sua fala é inconfundível.
Temores. O senhor Camilo Santana responde, aos partidários de soluções politicas, não ter certeza se será adequado contribuir para a saúde dos cearenses, levantando as medidas de isolamento. Os estados que adotaram esse caminho estão enfrentando novo surto virótico.
Contribuindo. O deputado Domingos Neto (PSD), relator do orçamento da União 2020, foi ao Palácio da Abolição comunicar ao governador Camilo Santana a liberação de R$ 180 milhões para projetos da Funasa no estado do Ceará. Destacou que não foi só ele, mas a bancada federal.
Advertência. Recado do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, extensivo aos dirigentes de TREs: é preciso muita vigilância para evitar que “caciques” políticos, “donos” de partidos grandes e médios, se apossem do fundo eleitoral, deixando os pequenos partidos sem nenhum centavo para suas campanhas.
Grande perda. A propósito da importância do tempo de TV e rádio, o Capitão Wagner, pré-candidato do Pros à PMF, sofre pesada perda, com a decisão do comando nacional do PSL, de lançar o nome do deputado Heitor Freire. Com isso, o Capitão vê escapar 12,81%, do PSL, partido com o maior percentual de tempo.
“Como havíamos previsto, chegou o tempo em que alguns partidos, de tão insignificantes, não servirão nem para compor “claques” dos partidos maiores”. Jornalista Ricardo Noblat, da “Veja”.
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