Ainda que considerem tardia a autorização para a reabertura parcial das escolas em São Paulo, donos das unidades de ensino avaliam que a retomada pode ajudar a recompor parte do quadro de matrículas que perderam durante a suspensão de aulas. Nesta quinta-feira (17), o prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou que a partir de 7 de outubro as escolas da rede pública e privada poderão abrir para desenvolver atividades extracurriculares.
Apesar de limitar a quantidade de alunos que podem ser atendidos, 20% nas públicas e 35% nas particulares, não há uma definição de quais são as atividades permitidas. A autorização preocupa professores, que temem que a indefinição sobre as atividades prejudique seguir com o mesmo formato de antes da pandemia. Especialmente na educação infantil (dos 0 aos 5 anos), em que as aulas não seguem um formato tradicional.
“Pode nos ajudar a recuperar parte das matrículas perdidas. Não tudo, claro, mas a recompor parte do fluxo financeiro pelo menos. Porque as famílias voltaram a trabalhar e recorreram a babás, mas preferem o cuidado da escola”, diz Eliomar Pereira, presidente do Semeei (sindicato das escolas de educação infantil). Ainda que avalie como tardia, o Sieeesp (sindicato das escolas particulares) também diz considerar positiva a abertura para atividades extracurriculares, mesmo sendo um retorno tímido e muito restrito.
“Vamos começar um mês depois das outras cidades paulistas, muito tempo depois de outros países, demorou para que o prefeito se sensibilizasse. Mas ainda assim é importante que comece. Logo, as famílias e as autoridades vão ver que é seguro e cobrarão por uma reabertura maior”, diz Benjamin Ribeiro, diretor do sindicato. Levantamento feito pela Fenep (Federação Nacional de Escolas Particulares) indica que 300 mil docentes – 70% deles da educação infantil – foram demitidos durante a pandemia por causa da queda de matrículas.
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