O corpo de Lucinete Freitas, babá cearense assassinada em Portugal, chegará a Fortaleza nesta sexta-feira (13), às 16h05. A informação foi confirmada por Teodoro Júnior, esposo da vítima. Após meses de espera e angústia, a família poderá finalmente se despedir. O velório ocorrerá no bairro Messejana, e o sepultamento será realizado na cidade de Aracoiaba, no interior.
O momento é de profunda dor para toda a família. Foram meses marcados por tristeza, impotência e sofrimento diante da demora por respostas sobre o caso. A família segue em pedaços, muito triste, chorosa com tudo que aconteceu. Foram meses de muita aflição e sensação de negligência por parte da Justiça de Portugal.
O traslado só foi viabilizado após o Governo do Ceará anunciar que arcaria integralmente com os custos para trazer o corpo ao Brasil. A decisão foi divulgada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, após repercussão do risco de Lucinete ser sepultada como indigente em Portugal.
Antes disso, os familiares tentavam arrecadar cerca de 10 mil euros, aproximadamente R$ 62,5 mil, valor necessário para a repatriação do corpo. A família não havia conseguido juntar sequer metade do montante, o que aumentava o desespero diante do prazo legal imposto pela legislação portuguesa.
Pelas leis de Portugal, após 45 dias da liberação do corpo pela Polícia Judiciária, o sepultamento pode ocorrer sem autorização da família. O corpo de Lucinete foi encontrado no dia 18 de dezembro, treze dias após o desaparecimento. O prazo para o traslado estava próximo do fim, o que poderia resultar no sepultamento como indigente.
Teodoro Júnior também critica a falta de informações sobre o andamento do processo criminal e destaca sua indignação com o sistema de Justiça português.
O Ministério Público de Portugal confirmou que Lucinete Freitas foi assassinada pela própria patroa, também brasileira, e detalhou a forma como o crime ocorreu. A suspeita está presa desde o dia 18 de dezembro e responde por vários crimes, incluindo homicídio qualificado.
Agora, com a chegada do corpo ao Brasil, a família espera encerrar ao menos o ciclo da despedida, mas reforça que a luta por justiça continua.
