Um secretário municipal, quatro empresários, quatro vereadores e quatro servidores da Câmara Municipal são investigados. O Ministério Público do Ceará (MPCE) deflagrou, nesta quinta-feira (17), a Operação Vértice para desarticular suposto esquema de contratação de serviços de “de fachada” envolvendo vereadores e servidores da Câmara Municipal de Crateús, no Ceará, e empresários. Duas pessoas foram presas. A investigação aponta desvio de mais de R$ 1 milhão no esquema.
O esquema consistia em firmar contratos fraudulentos com empresas de consultoria contábil, administrativa e financeira com a Câmara de Crateús e repassar a quase totalidade dos valores recebidos aos suspeitos envolvidos, segundo o promotor de Justiça Flávio Bezerra, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc).
O G1 entrou em contato com a Câmara Municipal de Crateús e com o secretário da Câmara, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno sobre o caso.
Um secretário municipal, quatro empresários, quatro vereadores e quatro servidores da Câmara Municipal são investigados. O MPCE não divulgou os nomes dos envolvidos. Os crimes investigados são corrupção, peculato e lavagem de dinheiro em contratos da Câmara. A investigação analisa contratos celebrados a partir do ano de 2015.
Além dos três mandados de prisão temporária, há 15 mandados de busca em apreensão. Uma pessoa está foragida. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Crateús, Poranga, Barroquinha e Fortaleza, no Ceará, e há buscas no estado do Piauí, informou o Ministério Público.
As investigações ainda estão em andamento. “O Ministério Público segue investigando a participação de outros empresários, outros agentes públicos, e tenta, principalmente, recuperar os recursos públicos supostamente desviados nesse caso”, disse o promotor.
O MPCE aponta movimentação de mais de R$ 1 milhão nas contas dos suspeitos, com objetos loteados entre várias empresas.
A Operação do MPCE teve o apoio do Departamento Técnico Operacional (DTO) da Polícia Civil.
MP investiga suposto esquema de desvio de verbas com contratação de serviços ‘de fachada’ na Câmara de Crateús
