Lula celebra inauguração de instituições de ensino voltadas para esporte e comunidades indígenas.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, celebrou o encaminhamento dos projetos de lei para a criação da Universidade Federal do Esporte e da Universidade Federal Indígena. Ambas as instituições terão suas sedes em Brasília, com atuações em outras localidades.

Lula mencionou que o governo federal está em conversas avançadas sobre a localização das duas universidades. Segundo ele, falta apenas “uma conversinha” para definir os detalhes.

O presidente declarou o desejo de inaugurar as duas instituições no próximo ano.

Em seu discurso durante a cerimônia de assinatura da mensagem de envio dos projetos de lei ao Congresso, Lula defendeu as ações em prol de atletas e povos indígenas. Ele destacou a importância da universidade para garantir um direito que nunca deveria ter sido retirado dos povos originários.

Também ressaltou o papel do Estado no apoio a atletas e comunidades indígenas, enfatizando a necessidade de proporcionar condições dignas para viverem. Além disso, pontuou que a iniciativa privada, embora benéfica, visa principalmente o lucro ao investir nos atletas, em contraste com o setor público.

“Não me permito encarar um desafio como algo impossível. O que é difícil representa uma oportunidade para tentar realizar. É mais simples dizer não, no governo funciona da mesma forma. A cada necessidade, surge um burocrata para barrar, alegando que o estatuto não permite, a lei não permite, a portaria não permite, o tribunal de contas não permite. O país foi construído para não permitir, e eu estou aqui para garantir que o que precisa ser feito será feito”, afirmou o presidente da República.

A Universidade Federal do Esporte, por exemplo, contará com centros de excelência em outras regiões do país, além da sede no Distrito Federal. Oferecerá cursos como técnico de futebol e gestão esportiva, com 3.000 vagas disponíveis e um curso de quatro semestres.

Por sua vez, a Universidade Federal Indígena terá cursos nas áreas de gestão ambiental e territorial, gestão de políticas públicas, sustentabilidade socioambiental e preservação das línguas indígenas. A definição dos cursos, nas duas universidades, dependerá da aprovação dos projetos de lei no Congresso Nacional.

Esta semana, também foi divulgado que o Brasil obteve, em 2024, os melhores índices históricos de renda média, queda da pobreza e redução da desigualdade desde 1995, de acordo com um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O estudo aponta que a renda domiciliar per capita cresceu cerca de 70% em três décadas, passando de R$ 1.191 em 1995 (corrigido pela inflação) para R$ 2.015 em 2024. Além disso, a proporção de pessoas em situação de pobreza extrema reduziu de 25% para 4,8% no mesmo período, e a pobreza em geral diminuiu de 61,2% para 26,8%. Esses avanços foram impulsionados pelo aquecimento do mercado de trabalho e pela ampliação de programas de transferência de renda, que se mostraram mais eficazes no combate à pobreza e desigualdade.

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