Contra a reserva de domínio

Na Assembleia Legislativa existe, desde o início de 2019, um pseudo acordo de lideranças para impedir a reeleição de cargos da mesa diretora. Foi uma premissa falsa para afastar da linha desse combate, por antecipação, os carreiristas que nunca deixariam de olhar para o critério da repetividade no poder. Isso se confirma com base em comentários de deputados e assessores, afirmando que há uma tendência para a derrubada desse acordo se o presidente, José Sarto Nogueira, não obtiver sucesso com a sua provável candidatura à Prefeitura de Fortaleza, revelando as falsas intenções dos seus signatários entre aspas, que, na verdade, efetivaram um trato para não ser cumprido. Do outro lado, essa iniciativa está sendo vista como uma manobra planejada para afastar da mesa miretora parlamentares que não fazem parte do “petit comitê” que inventou, com segundas intenções, uma trama para afasta-los. Há razões justas para crescentes especulações em torno da futura mesa sem a prevalência de cartas marcadas para garantir cargos a quem aceitar outros desafios. Ninguém fala em nomes, mas é evidente que trata-se do atual presidente da casa, deputado José Sarto Nogueira, que se for disputar a sucessão municipal encontrará fortes resistências a um retorno. Cinco nomes se apresentam dispostos a suceder Sarto: Tin Gomes, Zezinho Albuquerque, Evandro Leitão e Sérgio Aguiar, todos do PDT, e Fernando Santana, do PT, tido como candidato do governador Camilo Santana. Tal situação não deveria causar surpresa a ninguém, sabendo-se da importância que tem a presidência do Poder Legislativo.

Críticas e indecisão. Ganha críticas a estratégia do prefeito Roberto Cláudio e do presidente regional do PDT, deputado André Figueiredo, ao oferecerem um leque de pré-candidatos para a PMF: Samuel Dias, Salmito Filho. Idilvan Alencar, José Sarto Nogueira e Ferrúcio Feitosa, numa prova de que o PDT é um partido de muitos nomes de qualidade, mas também de muita indecisão.

Advertência. O deputado André Figueiredo, presidente regional do PDT, chama atenção a quem for o eleito: terá em mãos uma prefeitura atingida em cheio por uma crise sanitária e econômica, com enorme queda de arrecadação.

Renato candidato. Após vários dias de cerrados debates, em que até se falou em aliança com o PT, militantes e dirigentes do Psol decidiram pela saída mais correta e lógica, ou seja, a pré-candidatura do deputado Renato Roseno, um dos políticos mais sérios e competentes da sua geração.

Conclusões. Com a publicação da lista quíntupla de pré-candidatos do PDT à PMF, algumas conclusões, entre as quais a surpresa do nome de Idilvan Alencar. No caso do deputado Salmito Filho, um dos mais qualificados, o que se comenta é que ele seria uma das melhores opções para sucessão do prefeito Roberto Cláudio.

Apoio indesejável. Em meio às indecisões do PSDB, o ex-deputado Carlos Matos não deixa de lutar pela sua candidatura e começa a ganhar apoios, como o de Luiz Gastão, dirigente da Fecomercio. Na realidade, não é uma boa referência. Gastão é nome sujo após o seu envolvimento no episódio do governador do Amazonas.

Menos Fundeb. Nesta segunda-feira (20), na Alece, tem início a série de debates sobre o retorno das aulas presenciais para estudantes da rede pública estadual. Há a consciência dos problemas a serem enfrentados. O deputado Queiroz Filho, presidente da Comissão de Educação aponta mais um grave: redução de 40% do Fundeb.

Passa de 6.150 o número de militares do Exército no governo de Bolsonaro, em importantes cargos, de ministros a chefes de setores estratégicos. Isso ocorre num país sufocado pelo desemprego galopante. Esse número é 1.000% maior que no governo Temer.
Dados do TCU.

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