A Comunidade Afago, localizada na Cidade de Fortaleza (CE) é um espaço autodeclarado ONG (Organização não governamental) que atua como uma “Escola de Cura, que leva antes de qualquer coisa a melhoria e a conexão para os voluntários do projeto, para poder dar continuidade a ação” diz um blog que explica como funciona a comunidade.

No último domingo, 19 de julho , uma matéria do Fantástico, da TV Globo, mostrou jovens que sofreram assédio sexual e agressão física dentro da Comunidade. O Ministério Público do Ceará (MPCE) solicitou que a Polícia Civil abra um inquérito no intuito de investigar o caso com melhores detalhes.

Houveram inúmeros depoimentos de pessoas que foram lesadas pelo criador do projeto, Pedro Ícaro de Medeiros, mais conhecido como ‘Ikki’, estudante de Filosofia.
Os jovens de identidades preservadas, alegaram ao Fantástico de terem sido coagidos, sofrido pressão psicológica, golpes de estelionato e até mesmo estupro e importunação sexual.
A comunidade oferecia cursos para “formação de terapeutas” para “ajudar pessoas com depressão”. Pamela Magalhães, recepcionista, única a mostrar o rosto em entrevista ao Fantástico, “a cada semestre ele [Ikki] aumentava o valor desses cursos, tanto que quando entrei era R$50 e quando saí de um determinado curso já era R$1.500”.
Nas tentativas de se desvincular do projeto, participantes afirmaram haver casos de humilhação e segregamento, além de abusos psicológicos, “Eu era levada a acreditar que a culpa era minha, que não sabia perdoar, que eu precisava silenciar mais, guardar isso pra mim” relatou uma jovem que não quis se identificar.
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