Há uma máxima de que “O amor não se define, o amor se vive”. Inobstante, existem diversas definições sobre o amor, vejamos. “É uma emoção ou sentimento que leva uma pessoa a desejar o bem a outra pessoa ou a uma coisa”. Há outros significados, quer comuns, quer conforme a ótica de apreciação, tal como nas religiões, na Filosofia e nas Ciências Humanas. Aliás, é por demais emblemático o “afeto ditado por laços de família”, só para citar essas.
O amor que deve prevalecer é o de Deus para com as pessoas e dessas para com Deus. No Evangelho de João, em seu capítulo 13, versículo 34, temos um dos mais importantes mandamentos. “Amem-se uns aos outros, como vos amei”. Veja que o mesmo São João afirma que “Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.” (1 Jo 4:16)
O Novo Testamento expressa o amor filial, incondicional e, principalmente, voluntário. Um amor puro, sem nenhum tipo de discriminação. Na passagem de Mt. 24:12, o Livro Santo deixa claro que os escritores cristãos, de certa forma, já previam que, no fim dos tempos, esse tipo de amor se tornaria cada vez mais escasso na vida das pessoas. De modo a evidenciar que o aumento da iniquidade tende a esfriar, quase totalmente, o amor em muitos corações.
O egoísmo humano é visível e tem prevalecido. Tem sido comum a falta de amor e de solidariedade entre o gênero humano, manifestada por gestos e ações entre nações; pelas guerras e tirania de governos totalitários e ateus, que fazem sofrer os semelhantes; pela forma desumana como alguns rejeitam a entrada de imigrantes fugindo da violência, da fome, das desgraças provocadas pelos déspotas, em autêntica falta de amor; pela falta de Deus no coração dos homens.
Enfatize-se o sistema capitalista selvagem, no qual só prevalece o interesse e a ganância pelos bens materiais. O egoísmo exacerbado faz doer as consciências das pessoas de bem, pelas crueldades praticadas. Ademais, há os agentes do mal, que recorrem ao terror e às explorações ideológicas, buscando afastar os seres humanos, aniquilando suas liberdades e destruindo muitas vidas, quando deveriam se buscar respeito à dignidade das pessoas.
Quando será que nos afastaremos do ódio, da violência, das iniquidades, levando ao entendimento lógico do amor ao próximo e a Deus, única forma de uma vida em paz e com prosperidade?
Que tenhamos essa esperança, com cada um praticando o bem.
JOSÉ G. MONTEIRO
ADVOGADO
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