Bares cobram na Justiça decisão sobre pedido de abertura no Ceará


Setor solicitou liminar na Justiça liminar pela abertura dos bares, mas segue sem resposta há quase um mês. Governador Camilo Santana anunciou neste sábado (19) nova etapa da abertura econômica, e setor de bares ficou de fora Bares ficam de fora da reabertura da economia no estado
Saulo Luiz/TV Globo
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) voltou a cobrar do poder judiciário uma decisão sobre o pedido para abertura econômica do setor no Ceará. A Abrasel havia feito na Justiça um pedido de liminar para que o Governo do Estado e a Prefeitura de Fortaleza apresentem um plano de retomada abrangendo o setor de entretenimento, com detalhamento de datas e condições de reabertura fundamentados.
Sem retorno da Justiça 15 dias após o pedido, foi solicitado, no dia 11 deste mês, um agendamento de atendimento por videoconferência com o desembargador relator, para obter informações do mandado de segurança apresentado, mas não houve resposta.
De acordo com o presidente da Abrasel, Rodolphe Trindade, a conclusão da entidade é de que há uma discriminação contra o setor, que está há seis meses sem permissão para trabalhar, o que compromete a geração de emprego e renda para diversas famílias.
“A única resposta que temos recebido da Prefeitura de Fortaleza, do Governo do Estado, e agora também da Justiça, é o silêncio”, lamenta.
Plano de retomada econômica
Em nota, a Abrasel informou que em 28 de maio, o Governo do Estado do Ceará divulgou o plano de retomada econômica, inserindo o setor de entretenimento na Fase 4, com previsão de retorno em 20 de julho, o que não aconteceu, apesar de todos os critérios de transição previstos terem sido alcançados, como redução na taxa de ocupação de leitos e na taxa de internações por Covid-19.
“Os informes oficiais da Secretaria de Saúde mostram, felizmente, uma redução drástica dos critérios de transição na cidade de Fortaleza, com o menor patamar histórico desde o início da pandemia. Apesar disso, entendemos que de forma arbitrária, o governo estadual e municipal tem liberado cinemas e mantido a proibição de transmissão de jogos em bares e restaurantes”, destaca Rodolphe Trindade.
“Portanto, qual o Plano de Retomada para o setor de entretenimento? Quais as datas, critérios e indicadores necessários para o avanço no retorno das atividades?”, questiona o presidente.
‘Falta de isonomia’
Rodolphe Trindade afirma que a falta de diálogo é constante em todas as esferas, incluindo o próprio grupo estratégico para a retomada, criado pelo Governo do Estado, que teoricamente precisaria se reunir para discutir medidas, protocolos e fases de retomada.
Há meses, as reuniões não acontecem, e as sugestões enviadas no grupo de WhatsApp não são respondidas. Nesta semana, o presidente da Abrasel questionou a falta de isonomia no que se refere ao setor de eventos. Até a publicação desta matéria, o Governo do Estado não havia se manifestado sobre o assunto.

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