Devido ao longo período de pandemia que estamos vivenciando, grande parte das empresas do país precisaram demitir inúmeros profissionais, processos seletivos foram suspensos e, consequentemente, o número de vagas disponíveis no mercado caiu drasticamente. Esse contexto condicionou as pessoas a uma reflexão sobre seus objetivos ocupacionais e como se daria uma possível recolocação profissional no mercado, seja por interesse pessoal ou necessidade.
A recolocação profissional atua como um suporte, tanto emocional quanto de orientação de carreira e age de maneira fundamental em um momento como esse, de confusão e adaptação a um novo momento do mercado. “A gente trabalha como o candidato deve se comportar na entrevista, e trabalha o que as empresas estão exigindo dos profissionais de determinados perfis, o que depende muito de cada candidato”, diz Selma Freitas, especialista na área com quase duas décadas de experiência.
Para reinserir-se no mercado, a principal ferramenta de exposição ainda é o currículo, e com o advento das novas plataformas onlines de fortalecimento de relações profissionais, que abrigam milhares de usuários, é primordial apresentar um curriculum vitae (CV) eficiente. A também consultora de carreiras alerta sobre os riscos da desonestidade na montagem desses documentos e exemplifica. “Dizer que tem ensino superior ou médio quando ainda não está concluído ou dizer que tem inglês fluente quando, na verdade, não tem nem inglês básico, isso é ruim. Sempre sugiro que sejam sinceros”, complementa.
“Um currículo precisa ser objetivo. Hoje, as plataformas de internet procuram essas pessoas com palavras-chave. Então, se você é da área comercial, vamos colocar um objetivo comercial; se você é da área administrativa, objetivo administrativo e, assim, sucessivamente”, conclui Selma Freitas. Além disso, é necessário fazer uma síntese de qualificação, um apanhado daquilo que se tem de melhor, acompanhado de formação e experiência. Outro ponto que deve ser ressaltado é a não obrigatoriedade de dispor no CV, seu endereço completo, documentos ou foto.
Ainda sobre como os interessados devem se preparar, Selma Freitas fala de como deve ser a organização dos candidatos para os possíveis processos seletivos digitais. “É fundamental que as pessoas comecem a treinar a entrevista. Porque, mesmo em níveis operacionais, não há o hábito de fazer entrevista virtual, mas todo mundo tem um celular. Então, é importante pegar o celular, fazer um vídeo falando das suas experiências, da sua formação, da sua vida pessoal para poder perder o medo de fazer a entrevista virtual”, adverte.
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