Walter Cavalcante, presidente do MDB de Fortaleza escolhido para vice de Heitor Férrer (SD) quer ressuscitar Juraci Magalhães, prefeito que o PMDB nos deu juntamente com o engenheiro Marcelo Teixeira, que era chamado de “D 8”, pela sua dinâmica de trabalho. Era um tocador de obras que tinham começo, meio e fim. Nada ficava pelo meio do caminho. Ao dar o tom do que seria uma gestão tendo a frente Heitor Férrer, trouxe sensata e resumida proposta para reeditar o estilo de Juraci, focando o subúrbio, onde reside a massa obreira, muito mais carente e necessitada do que os barões da Santos Dumont e sufistas das Dunas, com encantos diferenciados. Para quem acompanhou a gestão mais marcante da História de Fortaleza, o saudosista Walter relembra um modelo vitorioso que atacou o que era urgente, sem favorecer privilegiados e olhando para regiões carentes. Mesmo sabendo-se que o prefeito Roberto Cláudio, privilegiou projetos destinados as classes média e alta, não vamos condena-lo, mas enfatizar o que fez Juraci Magalhães. Mal assumiu a Prefeitura ele e Marcelo Teixeira deflagraram uma sequência obras de urbanização nas periferias abrindo novos traçados e asfaltando ruas onde só existiam buracos, alagadiços e terrenos de Orixás e capoeiristas, levando saneamento para áreas invadidas, mais por doenças do que pela pobreza. Educação e Saúde são cruciais, mas se a próxima gestão olhar pelos carentes e necessitados esquecidos pela atual, estará caminhando para atender objetivos prioritários de qualquer gestor de visão e bem intencionado.
Agora vai. Depois de o seu partido, PT, dar o “drible da vaca” em todos os cearenses com a tapeação de uma refinaria eleitoreira, o governador Camilo Santana, graças à dinâmica ação do titular da Secretária do Desenvolvimento e Trabalho, engenheiro Francisco de Queiroz Maia Junior, assinou com a empresa Noxy Energy memorando para a instalação de uma refinaria de petróleo na área da ZPE, do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Previsto para 2022, o projeto está orçado em R$ 4,4 bilhões. Com os chineses ainda foi assinado protocolo para a instalação de uma fábrica de equipamentos de energia eólica.
Processo Nº 06.2020.1636-6. Caso Bruno Gonçalves. – Ministério Público Estadual informa que estão em diligencias procedimento civil para investigar o deputado Bruno Gonçalves e a mãe dele, Marta Gonçalves, por supostos acordos financeiros em troca de apoio a candidaturas em Fortaleza. Foram ouvidos dois investigados e suplentes de vereadores. A investigação prossegue em andamento para oitiva de outros implicados.
Lista negra. O TSE e o TCU passaram ao TRE-CE a lista negra, contendo os nomes de maus gestores, e que pretendem disputar cargos de prefeito, vice e vereador. Só no Ceará, são 447 gestores de contas rejeitadas, e espalhados por 104 dos 184 municípios. As recomendações são muito claras no sentido de “fichas sujas” estarão impedidos de serem candidatos.
Estratégias de Ciro. Em entrevista à cadeia CNN norte-americana, o ex-ministro Ciro Gomes revelou o ponto central da sua estratégia para chegar ao Palácio do Planalto: uma ampla aliança de centro-esquerda com setores produtivos e representantes das classes média e trabalhadores, além de eleitores conservadores, para tentar desatolar o país.
Criticando. Respondendo indagações da CNN sobre as expressões com que se refere ao presidente Jair Bolsonaro, e ao seu governo, Ciro “simplificou”, declarando estar criticando abertamente “um governo criminoso, destruidor de uma Nação sem projetos, enquanto ele está oferecendo aos as saídas para essa situação”.
No vazio. Na Câmara Municipal de Fortaleza, a maioria dos vereadores está garantindo ao presidente Antonio Henrique reelegê-lo para mais uma legislatura. Quanto a essa situação, dois pontos chamam à atenção: primeiro, nem todos eles deverão ser reeleitos; segundo, o futuro presidente será eleito pela nova composição daquela casa.
MP não teme pressões. Com o Ministério Publico empenhado em esclarecer o episódio Bruno Gonçalves antes das eleições, tem muita gente de cabelos em pé querendo procrastinar a ação do Parquet. Não adianta. O pessoal do MP do Ceará não teme pressões. É pior que a turma do Delano: não abre nem para um trem.
“Não pode merecer o respeito de uma nação uma Câmara dos Deputados onde um “centrão”, formado de venais e processados, é a força maior”. Jurista Ayres de Britto, ex-ministro e ex-presidente do STF.
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