
Retorno ainda não tem data para acontecer, mas, de acordo com a vice-governadora do estado, o objetivo é minimizar impactos na preparação dos alunos para o Enem. Concludentes do Ensino Médio devem ser priorizados no retorno às aulas presenciais no Ceará.
SVM
Os estudantes do 3º ano do Ensino Médio devem ser os primeiros no retorno às atividades presenciais na rede estadual de ensino do Ceará, explicou ao G1 a vice-governadora, Izolda Cela, na manhã desta sexta-feira (11).
Além das adaptações estruturais e indicações de distanciamento social, as salas de aula terão até 30% da capacidade. Professores e servidores da Educação também devem passar por testagem em larga escala.
Desde o dia 18 de março, as aulas estão suspensas no Ceará para evitar a propagação do novo coronavírus. No dia 1º de setembro, um novo decreto estadual autorizou o retorno do ensino infantil da rede privada às aulas presenciais. Na rede pública, ainda não há uma data definida sobre a retomada das atividades.
No entanto, os concludentes terão prioridade devido à preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
“A ideia é que voltem os alunos do 3º ano, em primeiro lugar, pelos motivos óbvios: eles estão finalizando e vão fazer o Enem. Então, o pensamento é esse: de fazer o planejamento muito bem feito, articulado com a comunidade escolar, obedecendo, claro, as condições de onde a escola está”, acrescenta.
Além disso, um novo programa de ensino da Secretaria da Educação do Estado (Seduc) deve reforçar a preparação para ingresso no ensino superior por causa dos prejuízos do ensino remoto. “Um programa especial de ensino para esses jovens que estão no 3º ano e que se sentiram prejudicados e precisam de um reforço nos estudos para, mais na frente, tentar novamente se não obtiverem sucesso no Enem e nas provas que eles tiveram interesse de fazer”, explica Izolda Cela.
Procedimentos
O monitoramento da propagação do novo coronavírus será feito com testes amostrais coordenados pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), como explica a vice-governadora. “A ideia também é termos um fluxo muito bem assinado com relação à notificação de pessoas com algum sintoma. A pessoa é imediatamente testada e, sendo positivo, todos os que tiveram contato com ela também serão testados, para exatamente fazer um cerco contra o risco de disseminação”.
Algumas escolas são analisadas quanto à capacidade de realizar a coleta de exames para a identificação do novo coronavírus na própria estrutura. “Isso será feito em algumas escolas que tenham condição de treinar o pessoal da própria escola para fazer a coleta, mas para boa parte das escolas isso não é tão simples por conta de ser necessário um espaço especial”, explica a gestora.
Outro ponto avaliado se refere ao perfil da comunidade escolar: cerca de 23% dos professores não poderão voltar de imediato devido à classificação no grupo de risco por doenças crônicas ou idade.
Também estão sendo feitas adaptações na infraestrutura das escolas para a oferta adequada de água, lavatórios, além da compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras e totens de álcool em gel. “Toda escola está fazendo essa sinalização dos fluxos de deslocamentos, a reorganização das salas para garantir o necessário distanciamento entre os alunos, a aquisição também das máscaras para os professores e aquela proteção facial (face shield)”, afirma.
Covid-19 no Ceará
O Ceará havia confirmado, até a manhã desta sexta-feira (11), 225.878 casos de Covid-19 e 8.666 mortes em decorrência da doença. São 200.571 pessoas recuperadas da enfermidade. Os dados foram extraídos da plataforma IntegraSUS, atualizada às 10h16 pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).
Cearenses no exterior relatam mudanças após seis meses de pandemia
Óbitos em residências têm aumento de 38% entre março e julho no Ceará
Número de multas para quem recusa usar máscara cresce 48% em uma semana no Ceará
O Estado contabiliza ainda 88.525 casos suspeitos da infecção e 606 mortes em investigação. O número de notificações chegou a 688.645. Já foram aplicados 681.871 testes para detectar o novo coronavírus.
As maiores incidências de casos confirmados por 100 mil habitantes são registradas em Acarape (10.824,6), Frecheirinha (10.240,2), Groaíras (6.460,1), Chaval (6.083,1) e Moraújo (5.593,8).
Fortaleza concentra os maiores números de casos confirmados (47.779) e óbitos (3.812). A incidência na capital é de 1.789,9 casos a cada 100 mil habitantes.
Em seguida no número de casos está Juazeiro do Norte, na Região do Cariri, com 14.738 diagnósticos positivos, 269 mortes pela infecção e incidência em 5.374,8. Sobral, no Norte do Estado, já confirmou 11.480 casos do novo coronavírus, 305 óbitos e tem incidência de 5.494,5.
Na macrorregião de Fortaleza, Maracanaú contabiliza 6.542 casos, 240 mortes e incidência de 2.870,7. Caucaia é a segunda cidade em mortes (340) e registra 5.640 casos positivos e incidência em 1.560,6. Em Maranguape, 4.671 pessoas foram infectadas e 115 não resistiram à Covid-19. A incidência na cidade está em 3.621,5.
Outras informações da plataforma:
A taxa de ocupação das UTIs cearenses é de 62,5%;
A taxa de ocupação das enfermarias cearenses é de 36,02%;
A letalidade da doença no Estado é de 3,8%;
Não ocorreram pela doença nas últimas 24 horas.
Ceará é um dos estados que tem registrado queda no número de casos e mortes por Covid
Veja como está o plano de reabertura econômica por região:
Fortaleza e municípios da Macrorregião de Fortaleza seguem na Fase 4;
Macrorregiões de Sobral, Sertão Central e Litoral Leste/Jaguaribe estão na segunda semana na Fase 4;
Macrorregião do Cariri está na segunda semana da Fase 3.
Coronavírus: infográfico mostra principais sintomas da doença
Foto: Infografia/G1
Initial plugin text
Estudantes do Ensino Médio terão prioridade na volta às aulas presenciais da rede pública do Ceará
