Por 25 votos a 22, a Câmara de Vereadores do Rio rejeitou nesta quinta-feira (3) a abertura de processo de impeachment contra o prefeito Marcello Crivella por improbidade administrativa no uso de funcionários da prefeitura para cerceamento da imprensa às portas de hospitais. Dois pedidos de impeachment haviam sido protocolados na terça-feira (1º), um dia depois de reportagem da TV Globo revelar a existência dos chamados “Guardiões do Crivella”, ocupantes de cargos de confiança escalados para atrapalhar a imprensa e impedir depoimento dos usuários da rede pública de saúde.
Filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), que é do partido do prefeito, votou contra a abertura do processo de impeachment. Pelo menos 20 funcionários da prefeitura -com pagamentos que variam de R$ 2,7 mil a R$ 18 mil brutos- são escalados para abordar jornalistas e entrevistados para interromper gravações.
Secretários municipais, colaboradores diretos de Crivella e até o procurador-geral do município do Rio participam de um dos grupos usados para controlar o “plantão” de funcionários na frente de hospitais da cidade para impedir divulgação de denúncias. O chefe da Casa Civil, Ailton Cardoso da Silva, é um dos administradores do grupo Guardiões do Crivella.
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