Evandro Leitão condena ataque à Venezuela como séria violação do direito internacional

O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, utilizou as redes sociais no último sábado (3) para expressar sua opinião sobre o ataque à Venezuela realizado pelos Estados Unidos. Na mensagem, o gestor municipal classificou a ofensiva como uma séria violação do direito internacional e alertou que essa ação representa um perigo direto para a estabilidade política na América Latina. De acordo com Evandro Leitão, a interferência estrangeira em um território soberano estabelece um precedente perigoso para a região e requer uma resposta imediata da comunidade internacional.

Em seu pronunciamento, Evandro Leitão ressaltou que o ataque à Venezuela ameaça a paz na região e compromete os esforços diplomáticos para manter a estabilidade política nos países latino-americanos. O prefeito defendeu a atuação das Nações Unidas como um instrumento essencial para mediar a crise e evitar a escalada do conflito. Para ele, é fundamental preservar o respeito ao direito internacional como base das relações entre os Estados.

A opinião do prefeito de Fortaleza junta-se a outras manifestações de autoridades brasileiras em relação ao ataque à Venezuela. O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), também condenou a ação militar dos Estados Unidos, classificando-a como grave e perigosa para a estabilidade internacional. Em uma declaração pública, Elmano afirmou que ataques contra nações soberanas violam os princípios do direito internacional e estabelecem precedentes preocupantes para o cenário global.

“O diálogo e a paz devem prevalecer, sempre”, declarou o governador, enfatizando a tradição diplomática brasileira de defesa do multilateralismo, da soberania dos povos e da solução pacífica de disputas. Segundo Elmano, o ataque à Venezuela contribui para a intensificação de conflitos armados e aumenta o risco de novas guerras, com prejuízos diretos para as populações civis.

O governador também defendeu uma ação firme por parte da Organização das Nações Unidas (ONU) para buscar mediação e impedir a agravamento da crise. Para Elmano, o fortalecimento do direito internacional é essencial para preservar o equilíbrio geopolítico e evitar a normalização de intervenções militares unilaterais.

As declarações das autoridades estaduais estão alinhadas com a posição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No sábado (3), Lula emitiu um comunicado condenando de forma veemente o ataque à Venezuela e a prisão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Segundo o governo dos EUA, Maduro será julgado nos Estados Unidos por acusações relacionadas ao narcoterrorismo.

Em comunicado oficial, Lula afirmou que os bombardeios no território venezuelano “ultrapassam uma linha inaceitável” e representam uma grave afronta à soberania do país vizinho, além de desrespeitarem o direito internacional. O governo brasileiro convocou uma reunião de emergência para discutir as consequências da ofensiva.

O ataque à Venezuela foi confirmado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que anunciou que as forças americanas realizaram uma operação militar em grande escala e capturaram Nicolás Maduro e sua esposa. Após a ação, o governo venezuelano decretou estado de emergência, relatando explosões em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, com alvos civis e militares atingidos.

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