A votação na Câmara dos Deputados rejeitou a cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), que foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça. A proposta recebeu 227 votos a favor da cassação, mas ficou aquém dos 257 necessários, resultando no arquivamento do processo e na manutenção do mandato da parlamentar. Zambelli está presa em Roma desde julho, aguardando decisão sobre seu pedido de extradição para o Brasil. A Comissão de Constituição e Justiça havia recomendado a perda do mandato porém o plenário divergiu.
A oposição comemorou o arquivamento, enquanto aliados de Zambelli destacaram perseguição política. A deputada foi condenada por atuar como autora intelectual na invasão aos sistemas do CNJ, inserindo documentos falsos, incluindo um mandado de prisão fictício contra o ministro Alexandre de Moraes, com o objetivo de desacreditar a Justiça e fomentar atos antidemocráticos, de acordo com a denúncia da PGR. A decisão do STF incluiu perda do mandato parlamentar, inelegibilidade e indenização por danos morais e coletivos. Zambelli está presa na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma, aguardando a análise do pedido de extradição pelo Brasil.
Carla Zambelli contratou o hacker Walter Delgatti para invadir sistemas judiciais, pedindo a inserção de documentos falsos, como uma ordem de prisão contra Moraes. O plano buscava desacreditar o STF e promover atos antidemocráticos. Delgatti confessou ter executado o plano sob orientação da deputada, apagando mensagens como prova de coordenação. A PF encontrou arquivos falsos em seus equipamentos, incluindo uma minuta de prisão divulgada à imprensa. A Justiça italiana aguarda informações do Brasil antes de decidir sobre sua extradição.
