O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o modelo político do governo federal. Durante evento de filiação ao PSDB, em Fortaleza, Ciro acusou Lula de praticar “clientelismo em escala mundial”, formar alianças contraditórias e distorcer a realidade do país.
No início do discurso, Ciro atacou os programas sociais do governo petista, apontando um aumento da informalidade e da pobreza, apesar dos investimentos federais.
“Hoje, 38 em cada 100 trabalhadores brasileiros estão na informalidade, devido às políticas assistencialistas do governo Lula. Isso é a maior experiência de clientelismo da humanidade”, afirmou.
Apesar de não se opor à assistência social, Ciro ressaltou que o que impulsiona uma nação é o trabalho dignamente remunerado.
O ex-governador também mencionou o aumento da população em situação de rua como um exemplo do fracasso do governo, apontando que quase 400 mil pessoas estão vivendo nas ruas.
Ciro ainda acusou Lula de hipocrisia ao construir alianças com adversários históricos, ironizando a postura do ex-presidente ao criticar outros campos políticos por fazerem o mesmo.
Além disso, o ex-governador sugeriu que o PT perdeu autoridade moral e questionou a idoneidade dos membros do partido.
Relação com ex-adversários e lideranças locais
Ciro defendeu a aproximação entre diferentes forças da oposição no Ceará, inclusive com antigos adversários, demonstrando respeito e abertura ao diálogo com lideranças de diferentes partidos presentes no evento de filiação ao PSDB.
Menção a Capitão Wagner
O Capitão Wagner (União Brasil) foi citado por Ciro, mesmo tendo deixado o evento antes do discurso do ex-governador. Ciro destacou a importância da presença do Capitão Wagner e afirmou que o político não está sozinho.
Aproximação com André Fernandes
Ciro também mencionou o deputado federal André Fernandes (PL), ressaltando o talento do jovem político e defendendo o fim da polarização movida por “ódio e paixão despolitizada”.
