Luizianne Lins quebra o silêncio após retornar de Israel e revela detalhes sobre sua experiência de “sequestro” e violações durante detenção

A ex-prefeita de Fortaleza e atual deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) fez seu primeiro pronunciamento após ser liberada pelas autoridades israelenses. Ela relatou em um vídeo gravado na Jordânia como foi sua detenção e os abusos sofridos depois que a Flotilha Global Sumud, que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza, foi interceptada por Israel em águas internacionais. Luizianne descreveu o período de seis dias no presídio de segurança máxima como muito difícil, com muitas violações e truculência.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou que os 13 brasileiros que faziam parte da flotilha foram libertados e levados até a fronteira com a Jordânia. Essa ação ocorreu precisamente dois anos após o início da escalada de violência na guerra em Gaza. Segundo o Itamaraty, os ativistas foram recebidos pelas embaixadas brasileiras em Tel Aviv e em Amã e estão sendo transportados para a capital jordaniana em um veículo da embaixada brasileira.

Luizianne Lins descreveu a interceptação como um “sequestro” realizado pelo exército israelense, que confiscou todas as bagagens e pertences do grupo. Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas, a deputada ressaltou que a situação não se compara ao sofrimento do povo palestino, destacando o terrorismo de Estado praticado por Israel em Gaza.

A Flotilha Global Sumud transportava alimentos, fórmulas infantis e medicamentos para a população de Gaza e foi interceptada antes de chegar ao seu destino. Os ativistas foram levados para a prisão de Ketziot, no deserto de Negev, entre Gaza e o Egito, e só puderam restabelecer a comunicação ao chegar à Jordânia.

Luizianne agradeceu o apoio recebido da Embaixada do Brasil na Jordânia e de outras pessoas ao redor do mundo durante o período de detenção. Ela retorna ao Brasil nesta quinta-feira, desembarcando no aeroporto de Guarulhos (SP) e aproveitou para fazer um apelo à comunidade internacional, destacando a importância de denunciar o genocídio em Gaza e defendendo a criação do Estado Palestino.

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