Deputada Luizianne Lins tem embarcação detida por Israel em missão solidária a Gaza

O barco Grande Blu, que estava levando ajuda humanitária para a Faixa de Gaza e tinha a bordo a deputada federal cearense Luizianne Lins (PT), foi interceptado por forças navais de Israel na noite de quarta-feira, 1º de outubro. Essa embarcação fazia parte da Flotilha Global Sumud, uma missão composta por ativistas de vários países que buscam romper o bloqueio imposto ao território palestino para entregar suprimentos médicos e alimentos. A própria parlamentar confirmou o incidente em suas redes sociais.

De acordo com informações da organização responsável pela flotilha, a interceptação aconteceu por volta das 20h30 (horário de Gaza), quando os barcos estavam a cerca de 70 milhas náuticas da costa, em águas internacionais. Além do Grande Blu, outras embarcações da missão também foram interceptadas, incluindo uma que transportava a ativista sueca Greta Thunberg e outros brasileiros. Segundo a Global Sumud Flotilla, os navios militares israelenses danificaram os sistemas de comunicação das embarcações momentos antes da abordagem, impossibilitando a emissão de sinais de emergência e a transmissão ao vivo.

Após a interceptação, os tripulantes ficaram incomunicáveis, e ainda não há informações confirmadas sobre o estado de Luizianne Lins ou dos demais participantes da missão. A ONG Adalah, que presta apoio jurídico aos ativistas e tem base na Palestina, afirmou que está pronta para agir em defesa dos detidos. Os organizadores da flotilha condenaram a ação israelense, classificando-a como um “ataque ilegal contra ativistas humanitários desarmados em águas internacionais”, e pediram a intervenção urgente de governos, instituições internacionais e líderes mundiais para garantir a segurança e libertação de todos os envolvidos.

A missão da Flotilha Global Sumud tinha como objetivo denunciar o bloqueio a Gaza e fornecer ajuda humanitária em meio à crise humanitária causada pelos conflitos na região. Luizianne Lins, que relatou momentos de tensão e risco durante a travessia, vinha utilizando suas redes sociais para informar sobre a viagem e reforçar seu compromisso com os direitos humanos do povo palestino. Esse incidente suscita preocupações diplomáticas e reacende o debate sobre a atuação de Israel em águas internacionais e os limites das ações humanitárias em áreas de conflito.

Os brasileiros nos barcos interceptados até o momento são:

Barco Grande Blu – Luizianne Lins, deputada federal pelo PT

Barco Alma – Thiago Ávila (membro do Comitê Diretor da Global Sumud Flotilla)

Barco Sirius – Mariana Conti, vereadora de Campinas pelo PSOL; Nicolas Calabrese, professor e coordenador da Rede Emancipa no Rio de Janeiro; Bruno Gilga, trabalhador da USP e ativista da CSP-Conlutas; Lisiane Proença, comunicadora popular; Magno Costa, diretor do SINTUSP

Barco Adara – Ariadne Telles, advogada popular e militante da luta pela terra na Amazônia; e Mansur Peixoto, criador do projeto História Islâmica

Barco Spectre – Gabi Tolotti, presidente do PSOL-RS e Mohamad El Kadri, presidente do Fórum Latino Palestino e coordenador da Frente Palestina de São Paulo

Barco Yulara – Lucas Gusmão, ativista internacionalista

Leia também | Estudantes fecham avenida em protesto por corte de linhas de ônibus em Fortaleza

 

Acontece Ceará

Veja Também!